A solidão é um deus bêbado dando ré num trator
A solidão é um deus bêbado dando ré num trator

A solidão é um deus bêbado dando ré num trator

Moraes, Diego

Editorial:
Bartlebee Boeken en Braziliaanse Goederen
ISBN:
978-85-64914-31-5
 O negócio é o seguinte: Diego Moraes é o único lírico que restou na poesia brasileira e ponto. Pense no termo lírico, não com... Más información
Materias:
Editorial:
Bartlebee Boeken en Braziliaanse Goederen
Encuadernación:
Tapa blanda o Bolsillo
Idioma de publicación :
Portugués
ISBN:
978-85-64914-31-5
EAN:
9788564914315
Dimensiones:
2100 x 1400 mm.
Peso:
194 gramos
Nº páginas:
150
Fecha publicación :
05-03-2013
Disponible en 4 librerías

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    Sinopsis

    Sinopsis de: "A solidão é um deus bêbado dando ré num trator"

     O negócio é o seguinte: Diego Moraes é o único lírico que restou na poesia brasileira e ponto. Pense no termo lírico, não como a categoria estilística a que João Cabral de Melo Neto se referia, (“Drummond? Era um lírico. Vinícius? Era um lírico?”). Não é isso. Estou falando de uma coisa chamada atitude.É nesse sentido que o lírico de Diego se enquadra. De alguém que é durão, mas mesmo assim, como um metaleiro pesado, de voz de demônio, e guitarra comprada ao capeta numa encruzilhada no Mississippi, como neste verso aqui, ó: “A respiração do palhaço num teatro em chamas/ Passat pregado na encruzilhada da tarde de sábado/ O sorriso do garotinho refletindo no espelho do fliperama”, e que, mesmo assim, no meio do seu show, para tudo, e manda uma balada dolorosa e certeira, luz apagada, acordes lentos, como esse verso aqui, ó: “A canção mais linda do mundo dentro do peito de um homem que não/ aprendeu a amar”.Há duas coisas insuportáveis na poesia brasileira. Afetação e cheiro de limpo e de laboratório. Diego, que não tem nada disso, mas ao contrário, traz nos seus poemas sangue, história e uma paisagem vista por dentro de uma baforada de cigarro, não precisa de epígrafes de malditos medalhões, os quais, se constitui, tal como normas da ABNT, num verdadeiro manual do poeta medíocre e de bem com todos e todas; Diego não precisa exibir erudição, vivendo a vida dos outros, a metáfora dos outros, a pesquisa-de-linguagem dos outros.É claro que dá pra manjar, no seu ritmo, na pegada de suas canções, ecos de uma boa camaradagem, de uma bandidagem de boa cepa, do velho Buk, de Mario Bortolotto e de não importa quem mais – mas por falar em baladas, em canções, sim, os poemas, curtos, certeiros, parecem flechas envenenadas, parecem clips certeiros atravessando a pasmaceira de um domingão dos malditos de botique, da vanguarda empalhada em palavras de ordem e repetição de truques – veja só esse petardo antológico: “Nada melhor que acordar às cinco da manhã e escrever um conto cheio de cavalos árabes e prostitutas Tchecas”.É isso aí. Se eu fosse você, escolhia um verso, um poema desses aí, qualquer um, todos são bons, estão na mesma voltagem, colocava numa camisa e saia pra passear no shopping ou à beira do precipício. Se você não souber onde está indo, dá no mesmo.

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    Moraes, Diego

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